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sábado, 26 de maio de 2012

Texto instrucional:


para falar e escrever melhor
Produção de textos



O que o aluno poderá aprender com esta aula
■Produzir texto instrucional;
■Expressar ideias, conceitos e juízos a respeito do que lê;
■Dialogar e respeitar diferentes pontos de vista;
■Produzir um texto coletivo com sequência lógica, observando a escrita das palavras;
■Ampliar a capacidade de leitura e apreensão do significado dos mais variados textos.

Duração das atividades
Aproximadamente 180 minutos – três (3) atividades de sessenta (60) minutos cada uma.

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Para a realização desta aula é necessário que o aluno esteja no nível silábico alfabético da escrita e tenha habilidades básicas de leitura e de escrita. Além disto, é importante que seja capaz de expor oralmente suas ideias e se relacionar com os colegas.

Estratégias e recursos da aula
1ª Atividade: aproximadamente de 60 minutos.
INFORMAÇÕES AO PROFESSOR
Professor, o texto instrucional tem uma estrutura simples, o que permite a uma pessoa leiga no assunto em questão aprender a manusear ou a fazer uma coisa a partir de sua leitura.
A intenção desse tipo de texto é ensinar, por exemplo, quem não sabe jogar um jogo a jogar, a quem não sabe preparar uma receita culinária, a prepará-la e também a ensinar as pessoas como tomar um determinado medicamento.
 O texto instrucional também instrui as pessoas em situações de emergência, por exemplo, como utilizar um extintor de incêndios.
Inicie a atividade dialogando com os alunos da turma sobre o que eles sabem a respeito de texto instrucional. Você poderá perguntar:

* Quem já leu uma receita de bolo? Como ela era?
* Quem já leu as instruções de um jogo? Como elas eram?
* Quem já leu as instruções de como utilizar um programa de computador?
* Quem já leu a bula de um remédio? Como ela era?
* Para que serve o texto escrito numa: bula de remédio, instrução de jogo ou receita do bolo que a mamãe faz?
Espera-se que os alunos cheguem à conclusão de que estes textos servem para ensinar como tomar um remédio, como jogar um jogo e como preparar um bolo.
Após o diálogo informe aos alunos que o texto que tem a função única e exclusivamente informativa se chama texto instrucional.
Este tipo de texto está presente nos manuais de: eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas culinárias, rótulos de embalagem de uma forma geral, bula de remédios, dentre outros.
Professor, apresente outros gêneros textuais (poesia, propaganda, carta, bilhete) e peça para os alunos observarem.
Faça um paralelo ressaltando a diferença entre eles e o texto instrucional.
Se em seu local de trabalho você tiver acesso à sala de multimídia agende um horário para que seus alunos possam assistir alguns vídeos que retratem a temática: texto instrucional.
Você poderá utilizar os seguintes:



Se você não tiver acesso à sala multimídia poderá levar impresso ou registrar na lousa, instruções de como construir um jogo ou um origami (técnica japonesa de dobraduras em pedaços de papel, formando figuras).
Abaixo sugerimos a confecção de um aviãozinho através de um texto instrucional, veja:



Só precisa de um pedaço de papel e pode ser de jornal ou revistas velhas. Siga os passos abaixo, acompanhando os desenhos acima:
1) Dobre um papel ao meio e abra novamente;
2) Dobre os dois cantos até alinha do meio conforme mostra a figura 2;
3) Vire o papel e dobre os cantos de novo, como na figura 3;
4) Dobre o nariz pontudo sobre si mesmo para formar um nariz achatado;
5) Dobre o avião no sentido do comprimento, figura 5;
6) Finalmente dobre as asas, figura 6. Você pode desenhar e pintar no seu avião, assim ele fica mais legal ainda.
Você também poderá instruir como confeccionar um jogo.
No sítio

Você encontra instruções para fazer um quebra cabeça utilizando palitos de picolé.
Veja imagem desse jogo:


Fonte: Acervo da autora
Professor, depois de realizar as atividades que você selecionou, pergunte aos alunos o que acharam, é importante que justifiquem suas respostas.
Questione qual foi o tipo de texto utilizado para conseguirem executar as instruções.
Espera-se que os alunos identifiquem a utilização de texto instrucional.

2ª Atividade: aproximadamente de 60 minutos.
Professor, para a realização da atividade que será proposta a seguir é necessário que você solicite aos alunos que tragam de casa uma meia calça ou meia fina ¾ , poderá ser uma meia usada, inclusive poderá estar desfiada ou ter um buraquinho.
Os demais materiais, citados abaixo, você poderá providenciar ou solicitar que os alunos tragam parte deles de casa.
Explique para os alunos que a atividade a ser realizada além de viabilizar um momento de experimentação, lhes proporcionará condição de produzir um texto instrucional.
Peça que registrem no caderno o texto instrucional a seguir:

Boneco Ecológico
(Boneco que você rega e nasce o cabelo de alpiste)

Material a ser utilizado
Meia calça ou meia fina ¾ usada;
Serragem ou areia;
Alpiste ou grama;
Cola plástica colorida, botões, lã e cola;
Garrafa pet de 250 ml para a base.
Como fazer
Corte uma perna da meia calça;
Coloque um pouco de serragem ou de areia;
Coloque o alpiste;
Complete com serragem;
Dê um nó e corte o restante da meia;
Faça a modelagem em forma de uma bola;
Monte o boneco (faça: olhos, boca, orelhas e detalhes; use sua criatividade);
Molhe o boneco e em alguns dias o alpiste começará a nascer dando origem aos cabelos;
Corte o fundo de uma garrafa pet de 250 ml para fazer a base do boneco;
Todos os dias você deverá molhar o boneco, porém, deverá ficar atento para retirar a água que escorrer na base e lavá-la, assim, evitará a dengue.
Observe as imagens abaixo, elas te ajudarão a confeccionar o boneco.




Fonte: Acervo da autora

Professor, peça que os alunos façam a leitura do texto instrucional.
Esclareça as possíveis dúvidas.
Estabeleça um diálogo utilizando os diferentes pontos de vista sobre as instruções do texto.
Em seguida ajude-os a confeccionarem os bonecos.
Aproveite a oportunidade para trabalhar e/ou reforçar os estudos sobre seres vivos e a vida.
Organize um espaço na sala de aula para que os alunos possam acompanhar o crescimento das sementes de alpiste brotando e formando o cabelo do boneco.
Utilize os materiais para trabalhar medidas de capacidade – ml e medida de massa (caso você opte por utilizar, por exemplo, 200 g de alpiste).
Nos sítios a seguir você encontrará outras dicas de como confeccionar boneco ecológico.




3ª Atividade: aproximadamente de 60 minutos.
Professor, oriente os alunos para observarem os bonecos durante uma semana ou mais, dependendo do desenvolvimento do alpiste.
 Registre através de fotos ou desenhos as fases de crescimento do cabelo do boneco.
Faça um mural para que os alunos possam registrá-las.
Veja algumas fases de crescimento do boneco ecológico.


Fonte: Acervo da autora
Proponha para a turma uma produção textual sobre o desenrolar da atividade.
Peça que pensem como o boneco foi confeccionado.
Peça que deem um nome para ele, que elejam algumas características, enfim, que deixem fluir a imaginação.
Se você preferir poderá produzir um texto coletivo.
Os alunos vão expondo suas ideias e você vai registrando na lousa.
Ao escrever cada frase ou parágrafo retome para que possam discutir sobre a sequência e coerência dos fatos.
Quando terminar de escrever o texto refaça a leitura, reorganize, se for o caso, e peça que os alunos façam a cópia no caderno de Língua Portuguesa.
Solicite que ilustrem o texto.

Recursos Complementares
Nos sítios a seguir você terá outras informações sobre texto instrucional




Avaliação
Professor, ao avaliar seu aluno verifique se ele consegue identificar as características do gênero textual trabalhado “texto instrucional” e se orientar por meio dele para realizar uma confecção de um boneco.
Você poderá solicitar que os alunos produzam um texto instrucional.
O texto poderá instruir sobre como confeccionar um jogo; como preparar uma receita (mesmo que fictícia) ou até mesmo (re)elaborar a regra de um jogo.
Com isto você estará avaliando se seu aluno produz um texto com sequência lógica, se lê com compreensão, além de observar a escrita das palavras.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Palavrões



É normal que ao longo do crescimento, quando as crianças já freqüentam outros ambientes além do familiar, elas descubram coisas novas. Os palavrões são exemplos dessas “coisas”.
Quando a criança vai para a escola começa a se interessar pelas coisas que os amigos fazem, pois os exemplos servem sempre de modelo.
Assim, ao aprender um palavrão é normal que o repita para as pessoas de sua família. Os pais devem passar essas informações para a professora, a fim de solucionar o problema.
Pais que não tem esse hábito costumam ficar chocados, pois acreditam que a escola começa a prejudicar a educação que eles têm dado ao filho.
O palavrão aparece no vocabulário da criança como uma palavra qualquer, já que não conhece nem entende seu significado.
Se em casa a criança não recebe este exemplo, os pais podem ficar tranqüilos, pois os valores inseridos na família são os que vão prevalecer. Porém, é importante que expliquem que estas são palavras feias e que na família não se falam dessa forma. A criança irá aprender sobre esses conceitos, com certeza.
Quando a família tem o hábito de utilizá-los, ensinar aos filhos que não se pode falar torna-se uma tarefa quase impossível. Normalmente as crianças, além de copiarem os exemplos de pais e irmãos, querem saber por que não podem falar se os maiores falam, ou se os próprios pais se tratam com desrespeito e xingamentos.
Se a família é harmoniosa, se tratam com respeito, carinho e atenção uns aos outros, a criança tende a se espelhar nesses exemplos, tornando-se tranqüila, educada e de bom convívio social. Se o ambiente familiar é de discórdia, intriga, agressões, a criança também aprenderá esse modelo e o levará para outros meios sociais em que convive. Normalmente são crianças mais agressivas e agitadas.
Na escola, quando isso acontece, a professora deve estar atenta para que o palavrão não se torne uma prática dentro da sala de aula, propondo como regra e limite da turma que os mesmos não sejam usados. Deve também conversar com os pais da criança que xinga, para buscar informações sobre o assunto, se a criança tem ou não contato com pessoas que falam palavrões.
É bom lembrar que as regras de boa convivência social vão sendo compreendidas e absorvidas pelas crianças na medida em que vivenciam as mesmas. Então, nada de se descabelar, como se isso fosse coisa de outro mundo. Afinal, quanto mais natural o assunto for tratado, menos chamará atenção da criança, levando-a a esquecer logo os mesmos.

FONTE: Jussara de Barros/Equipe Brasil Escola









 Sugestão de livros para trabalhar com os seus alunos:




SINOPSE:
 Quando Edu xinga Luísa na escola, ela precisa se defender. Para isso, arruma um palavrão daqueles de deixar qualquer um vermelho.





Possibilidades Pedagógicas
- As personagens da coleção "E agora?", dois meninos e duas meninas, vivem um cotidiano parecido com o dos leitores a quem a coleção se destina, as crianças de 3 a 6 anos que vivem na zona urbana (ver p. 2 e 3). A semelhança de espaço e de rotina de vida permite a identificação do leitor com o universo das personagens, facilitando o seu "mergulho" no enredo da história.
Assim, lendo as imagens, ouvindo do mediador de leitura o texto escrito, brincando de ser ora a Luísa, ora o Edu, ora o Júlio, ora a Samira, a criança poderá:   - identificar e enfrentar situações de conflito, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças e adultos e exigindo reciprocidade;   - identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participa, respeitando suas regras básicas de convívio social e a diversidade que os compõem (Referencial Curricular de Educação Infantil. Formação Pessoal e Social. Brasília, MEC, p. 27 e 28).
Em Luísa fala palavrão, a história permitirá um trabalho pedagógico direcionado para o conhecimento, o respeito e a utilização de algumas regras elementares de convívio social: o uso de formas "adequadas" de tratamento entre pessoas, mesmo quando emoções mais fortes tomarem conta da situação. A orientação de um especialista para pais e professores dará mais segurança e ampliará as possibilidades de trabalho dos mediadores de leitura envolvidos com a criança (ver o Guia para pais e professores, no final do livro).
A ilustração alegre e bem-humorada das cenas – com destaque especial para a representação dos palavrões em monstrinhos que podem dominar o usuário, machucar a orelha do ouvinte e conviver com o lixo (p. 13) – fará o pequeno leitor ler o livro várias vezes sozinho, depois da primeira leitura mediada pelo professor e/ou pelos pais.
Essa leitura permitirá um trabalho pedagógico centrado nas Artes Visuais, com destaque para os elementos da narrativa (personagens, enredo, espaço, tempo e narrador) que, depois de conhecidos, poderão ser representados em outras linguagens como teatro de fantoche, fantoche de massinhas, desenho e colagens.



SINOPSE: 
  • Na escolhinha, Camila passa a conviver com outras crianças e acaba aprendendo um monte de palavrões! O problema é que eles começam a escapar de sua boca sem querer. Quem não vai gostar nem um pouco disso são os seus pais. Como Camila vai resolver esse problema? O que fazer para parar de falar nomes feios?!




PROJETO: NÃO FALE PALAVRÃO

O palavrão é um fenômeno de linguagem revestido de tabu. Embora pertença à categoria gíria, desta se distingue porque tem caráter ofensivo, chulo, obsceno, agressivo e imoral. São formas inadequadas para a norma culta e mais comumente presentes na linguagem oral popular e coloquial.

Os palavrões são classificados em três categorias:
1. Pessoal: insulto com o objetivo de agredir o outro;
2. Ritual: insulto sem intenção de magoar o outro, mas com o propósito de chamar atenção para a pessoa e não para o significado do palavrão;
3. Solidário: insulto que marca proximidade entre indivíduos, tendo em vista que as expressões faciais e os gestos tanto do locutor quanto do receptor não deixam transparecer tenção durante o diálogo.

Embora a evolução da linguagem indique que o palavrão está sendo utilizado com mais permissividade em certos espaços sociais, ele ainda não é aceito e providências são tomadas para conter o seu uso. Ainda que se trate de textos ou obras escritas para adolescentes, os vocábulos vulgares são evitados, mantendo certa flexibilidade em relação a palavrões menos agressivo ou imoral. Os palavrões impossibilitam uma boa comunicação e enfraquece a capacidade argumentativa. Cabe à escola propiciar aos jovens um espaço para reflexão lingüística e prepará-los para momentos em que não poderão se comunicar de forma vulgar.



Podemos levantar algumas hipóteses sobre o que os professores sentem em relação ao palavrão em sala de aula, considerando que os vocábulos são chulos, obscenos e tabus.
1. Não se sentem confortáveis em tratar do palavrão na sala de aula;
2. Ignoram a presença do palavrão na sala de aula;
3. Não dão explicações sobre palavrão quando os alunos as solicitam;
4. Não reconhecem o palavrão como parte da língua;
5. Sentem-se impotentes diante do uso do palavrão em contextos onde não cabe a linguagem vulgar;
6. Sentem medo se abordar assuntos que geram polêmica.

Entendemos que a atuação dos professores para a solução de problemas em relação aos palavrões na escola é fundamental, tendo em vista que está ligado diretamente ao contexto social do aluno. A presença do palavrão na sala pode ser uma importante ferramenta para discutir os fatores sociolingüísticos que estão presentes na realidade dos alunos, afetando suas relações, valores e vivências. A escola tem obrigação de mostrar os outros caminhos que o aluno tem para se comunicar e os professores não devem se preocupar somente em abolir os palavrões, mas também incentivar a prática da norma culta, que ele irá utilizar no mercado de trabalho. Os alunos devem estar preparados para enfrentar esses desafios. Por mais que a escola acolha a linguagem que os educandos trazem de outros ambientes, ela é um ambiente educativo.

OBJETIVOS GERAIS:


* Discutir o sentido ético da convivência humana nas suas relações com as várias dimensões da vida social;

FONTE: http://ponderador.blogspot.com.br


* Compreender a importância da linguagem sem ofensas e insultos nas relações sociais;
* Adotar atitudes que vise resgatar valores como respeito e a tolerância, bem como valorizar o diálogo, a solidariedade e a justiça.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
* Refletir sobre as maleficências dos vocábulos obscenos;
* Relacionar os vocábulos aos seus significados de acordo com o contexto em que está inserido;
* Reduzir o interesse pelos palavrões;
* Reconhecer os palavrões (insulto) como um tipo de violência contra as pessoas;
* Reconhecer atos de violência entre adolescentes;
* Reconhecer a importância dos amigos, da esperança, do sorriso, do perdão, da tolerância e da coragem;
* Expressar idéias, sentimentos, medos, opiniões;
* Construir argumentações;
* Opinar a partir de dados coletados, pesquisas;
* Refletir sobre sua atitude em casa, na escola e em outros lugares;
* Cooperar com os colegas;
* Valorizar a linguagem;
* Adotar atitudes de valorização das amizades;
* Repudiar o preconceito e toda forma de violência;

METODOLOGIA
1. Primeiro momento: “Tempestades de idéias”
O professor motivará os alunos a apresentar uma definição para o termo palavrão. As respostas deverão ser escritas no quadro sem a necessidade de comentá-las
O professor distribuirá entre os alunos um texto que fala sobre o palavrão. Em seguida, eles deverão confrontar e discutir o texto com as informações escritas no quadro. O professor poderá pedir aos alunos que procurem no dicionário o significado das palavras que não entenderem.

Sugestão de textos

a) O que é palavrão?

Uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocábulo que pertence à categoria de gíria e, dentro desta, apresenta cunho chulo, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto-de-vista de algumas religiões ou estilos de vida. Palavras de baixo calão, ou simplesmente, palavrões, são formas inadequadas na norma culta da língua portuguesa e geralmente usados de forma popular e coloquial, exceto por licença poética.
Do site Wikipédia

b) Palavrões: por que falamos?

Todos sabem o que são palavrões. Ao contrário das regras gramaticais, aprendemos palavrões e como usá-los sem precisar estudar e sem qualquer explicação. Mesmo crianças pequenas sabem que certas palavras são "feias", embora nem sempre saibam o significado delas. Mas palavrões não são tão simples como parecem ser. Nossos sentimentos a respeito disso são contraditórios: falar palavrões é um tabu em quase todas as culturas, mas em vez de evitá-los, como fazemos com outros tabus, nós os usamos freqüentemente. A maioria os associa à raiva ou frustração, mas eles são usados por vários motivos e em diversas situações. Imagine que você não pode se acertar com determinado oponente mais forte. O que faz, então? Chama um monte de palavrões antes de apanhar, literalmente muitas vezes! Xingar também satisfaz diversos objetivos em interações sociais. Além disso, seu cérebro lida com palavrões de forma diferente das outras palavras.
Daladier Lima


2. Segundo Momento:
O professor escreverá no quadro a palavra PALAVRÃO. Será distribuído aos alunos um pedaço de papel para que escrevam uma frase cujo tema é: “O que eu penso sobre o palavrão.” Todas as frases serão coladas em uma cartolina.
Nesta etapa, o professor deve conceituar palavrão e abordar temas como posturas, crenças, valores e tabus a ele associados. As categorias do palavrão (pessoal, insulto e solidário) também devem ser abordadas. Deve-se estar atentos para as eventuais dúvidas ou curiosidades.


3. Terceiro Momento: Coleta de dados
O professor entregará aos alunos um questionário de múltipla escolha.O questionário será elaborado de forma que o aluno reflita sobre como os palavrões o afetam individualmente e coletivamente.

Questionário 1: Grau de incidência do palavrão.
No seu dia a dia você escuta palavrões:
a) A todo instante
b) Com certa freqüência
c) Raramente
d) Nunca

Questionário 2: Local de maior incidência do palavrão.
O lugar em que você mais escuta palavrões é:
a) Na rua
b) Em casa
c) Na escola
d) Em casa de conhecidos

Questionário 3: Constatação da função do palavrão.
Geralmente o palavrão que você mais escuta é dito:
a) Por uma pessoa que xinga a si mesmo
b) Por alguém que xinga outra pessoa
c) Por alguém que xinga objetos e coisas que o cerca

Questionário 4: Constatação de quem mais pronuncia palavrão.
Quem você mais ouve falar palavrões?
a) Seus pais ou responsáveis
b) Alunos
c) Seus amigos
d) Desconhecidos que andam pelas ruas

Questionário 5: Significado do palavrão
Você já solicitou explicação sobre o significado de algum palavrão?
a) Sim, mas não fui atendido
b) Sim, e fui atendido
c) Não, nunca solicitei.

Após a coleta de informações, o professor criará com os alunos um gráfico contendo as respostas em forma de porcentagem. Em seguida, discutirá com os alunos os resultados apresentados, instigando-os para que eles se expressem sobre o mesmo, expondo suas opiniões e como encaram os dados obtidos. O gráfico poderá ser colocado ao lado do cartaz com as frases dos alunos.

4. Quarto Momento: “O Valor do perdão”
O professor conversará com os alunos sobre o perdão, a humildade que devemos ter em perdoar e pedir perdão. Ressaltar que o perdão é sinal de humildade e não de humilhação, e só as pessoas humildes são capazes de usar o perdão. Através da humildade conseguimos trazer para nós os amigos, fazemos as pessoas estarem perto de nós porque sentem prazer na nossa companhia, da nossa conversa. Com a humildade aprendemos a ouvir, a falar na hora certa sem ofender.


O ato de perdoar não está no simples fato de dizer “eu te perdoo”. O perdão é o esquecimento das ofensas, é não deixar as energias negativas que nos motivavam a vingança tomarem a nossa consciência induzindo-nos a praticar algo contra o ofensor. O perdão é, de consciência tranquila, ignorar as falhas da pessoa que nos ofendeu ou magoou. Todos nós somos imperfeitos e cometemos falhas. Saber perdoar ou pedir perdão ou desculpas pelos nossos erros nos tornam pessoas mais preparadas para conviver em harmonia, pois ninguém gosta de relacionar-se com pessoas arrogantes e que não sabem reconhecer os seus erros.


É importante lembrar que o ódio, a raiva ou a vingança geram conseqüências para ambos os lados. Quem não sabe pedir perdão viverá num ciclo vicioso, uma vez que cometerá outras ofensas, que gerarão outras e assim por diante. Quem não sabe perdoar, esquecer as ofensas, também é prejudicado, porque vai carregar a mágoa e o rancor dentro de si, trazendo conseqüências à saúde mental, física e espiritual, inclusive doenças.


Na sala de vídeo, o professor exibirá alguns vídeos que falam sobre o perdão e o amor ao próximo. Se músicas forem trabalhadas, deve-se distribuir a letra da música para que os alunos possam ouvir, acompanhar ou até mesmo cantar.


O professor pedirá que os alunos façam uma reflexão sobre seus atos, momentos em que ofenderam colegas e amigos através de palavrões, agressões físicas ou verbais. Cada aluno escreverá um bilhete com pedido de desculpas ou reconciliação a alguma pessoa com a qual se desentendeu. Pode ser alguém da turma, de outra sala, um professor ou funcionário da escola. Junto ao bilhete será anexado um bombom. A resposta do destinatário não deverá ser por escrito e sim, através de um abraço ou aperto de mão, num momento de confraternização para finalizar este quarto momento.


5. Quinto Momento:
O professor motivará os alunos a montar uma dramatização que retrate o que aprenderam sobre o projeto. Os alunos deverão montar com a orientação do professor o roteiro da dramatização, a fala de cada componente e o cenário da apresentação. Este momento terá duas etapas: a elaboração do roteiro e a apresentação da peça, por isso, será o momento mais demorado, mas que poderá ser mais prazeroso que os outros. Para a apresentação, serão elaborados convites à equipe administrativa e pedagógica, professores e alunos de outras turmas.


AVALIAÇÃO:

A avaliação deve ser ampla, contínua e coerente com os objetivos propostos nas aulas. Ela abrange muito mais que “medir”. É a percepção do aluno em todos os seus aspectos, tais como, desenvolvimento de atitudes, aquisição de conceitos e domínio de procedimentos.


CONCLUSÃO
Se o estudo do palavrão é considerado pelos sócios-lingüistas como um trabalho de difícil realização, para os professores, o palavrão como conteúdo escolar não poderia ser diferente. O tabu e a estreita relação com a obscenidade fazem do palavrão um conteúdo a ser evitado no ensino de línguas. O professor que conseguir explicar aos seus alunos a função lingüística do palavrão é porque tem coragem suficiente para superar preconceitos e tem condições para convencer pais e outros profissionais da escola de quão importante é receber orientação para o uso adequado da linguagem.

Tendo em vista que o projeto tem como prioridade intervir sobre o uso de palavrões por alunos, será interessante verificar se essa maneira de se expressar tem sua origem no ambiente familiar. Em outras palavras, será que os alunos falam palavrões na escola porque eles os ouvem em casa? Por outro lado, a escola precisa agir e para isso deve contar com todos para frear o uso de palavrões entre os jovens, uma vez que parte da violência dentro da escola pode ter sua origem no palavrão, quando pronunciado para ofender o outro. Fazer um trabalho com os alunos para transformar a sala de aula em espaço livre de palavrões, poderia ser o início do trabalho de mais cuidado com a linguagem utilizada na escola.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ESCREVER PRA QUÊ?

Saber escrever não é importante apenas pra se dar bem nas redações da escola e do vestibular. Engana-se quem acredita que terminado o ensino médio está livre dessa atividade. A escrita deve ser exercitada a vida toda. Quem domina a arte de colocar ideias no papel tem facilidade pra uma série de atividades sociais e profissionais. Arrumar um bom emprego e melhorar de vida depende, e muito, do nível de Educação que você tem (O que mostrou uma pesquisa da FGV divulgada nessa semana que você pode conferir aqui). O Indicador de Analfabetismo Funcional de 2009 (Inaf) revelou que apenas 25 % da população adulta do país é plenamente alfabetizada. Talvez essa seja uma explicação pra dificuldade de muitas empresas acharem mão de obra qualificada no Brasil. Convencido da importância de exercitar a escrita sempre? Bom, por via das dúvidas, aí vão mais alguns (bons) motivos pra você e seu filho começarem a escrever mais:
1-Ajuda na alfabetização
Pais que usam a escrita em casa – como a atriz Flávia Alessandra, na foto acima – ajudam os filhos a entender mais cedo a função social da escrita (e consequentemente da leitura) e, assim, colaboram com o processo de alfabetização.
2-Promove a inclusão
Quando uma pessoa aprende a escrever com clareza, ela assume seu lugar num mundo que cada vez mais precisa da escrita para se comunicar.
3-Melhora a comunicação
Quem sabe escrever bem sabe falar bem. Treinando a escrita, você treinará a capacidade de falar em público.
4-Permite registrar a própria história
Só por meio da escrita, você pode ter diários, fazer legendas em fotos, escrever blogs, cartas ou anotar pensamentos.
E algumas dicas para melhorar sua escrita:
-Escreva bilhetes, cartas, e-mails. Quanto mais você treinar no dia-a-dia, melhor escreverá.
-Brinque de palavras cruzadas, forca, stop, caça-palavras e outros jogos. Isso pode ajudá-lo a fixar a grafia correta.
-Compre um dicionário – saber o significado das palavras, vai ajudá-lo a aumentar a qualidade do seu texto.
-Leia sempre – quanto mais você ler mais vocabulário irá ganhar e a qualidade do seu texto aumentará.
-Copie poemas, letras de música e bons textos. O exercício leva ao aperfeiçoamento.
-Participe de redes sociais como o twitter, facebook e Orkut, evitando abreviações e grafias incorretas.

Fonte:www./educarparacrescer.abril.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2012

NEOLOGISMOS

Os neologismos são aquelas palavras novas que surgem cotidianamente, mas que ainda não foram retratadas pelo dicionário.

Convidamos você a pensar um pouquinho acerca de como a língua que falamos é viva, dinâmica. A que conclusão chegou?

Certamente que à mesma que nós: ela está em constante transformação, ou seja, com o passar do tempo novas palavras são inventadas pelos usuários, não é mesmo? Um exemplo vivo disso é a linguagem utilizada pelos internautas (provavelmente você deve fazer parte desse grupo). Ora, é bem provável que nas conversas com seus amigos, familiares, enfim, com pessoas do seu convívio, algumas palavrinhas novas surjam. Algumas, só mesmo quem está compartilhando é que entende.

Pois bem, nosso objetivo nesse encontro é falar um pouco mais sobre os chamados neologismos, que são nada mais nada menos que essas palavras que surgem diariamente.  Mas gostaríamos que você compreendesse o porquê de serem assim chamadas, uma vez que o prefixo neo, assim como muitos outros, originou-se de outra língua, e seu significado se expressa por “novo”.
Os neologismos representam as palavras novas que surgem no nosso vocabulário
Os neologismos representam as palavras novas que surgem no nosso vocabulário
Mas atenção a um detalhe muito importante: muitas delas vão sendo incorporadas no cotidiano linguístico de muitas pessoas, porém ainda não se encontram registradas formalmente, ou seja, não estão retratadas no dicionário. Somente depois que lá elas estão, dotadas de seu verdadeiro significado e, prontinhas, ao nosso dispor (no dicionário), é que deixam de ser neologismos.

FONTE: BLOG ESCOLA KIDS

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PALAVRAS E EXPRESSÕES DE CORTESIA


Palavras e expressões de cortesia... esse assunto lhe chama a atenção? Certamente que sim, pois faz parte do seu cotidiano. Quem não gosta de ser bem tratado (a), não é verdade? Pois bem, aquelas palavrinhas mágicas, como as representadas na imagem principal, representam essa importante virtude da qual todos nós devemos dispor.
Ficaríamos um bom tempo só falando da importância delas, mas nosso objetivo aqui é compreendê-las um pouco mais no que se refere à linguagem escrita, conhecendo acerca das características linguísticas que a elas podemos atribuir

Dessa forma, imagine situações corriqueiras, cotidianas, como estas que iremos descrever a partir de agora:

As expressões de cortesia são necessárias, tanto na fala quanto na escrita
As expressões de cortesia são necessárias, tanto na fala quanto na escrita

Suponha que seu colega esteja impaciente, pois ele o (a) espera do lado de fora, mas você ainda não terminou de se aprontar. Não fique nervoso (a), pois sabe o que poderá dizer a ele? Observe:

Por gentileza, aguarde-me mais alguns instantes, pois já estou terminando.

Não precisa nem dizer o quanto você foi educado (a) ao fazer uso da expressão “por gentileza”, mas queremos que você se atente, além da importância de agir dessa forma, para um detalhe muito importante:Observou que essa expressão aparece acompanhada da vírgula? Então, saiba que ela poderia estar tanto no meio quanto no final da oração, desde que na companhia desse sinal de pontuação (vírgula), ok?
Vamos à outra situação?

Pense que você precisa da ajuda de algum (a) colega no sentido de lhe auxiliar naquela pesquisa um pouco difícil... Pensou? Você poderia se dirigir a ele (a) da seguinte forma: 
Gostaria imensamente de contar com sua ajuda na pesquisa que tenho de fazer, pois estou com dificuldade.

Percebeu o tempo verbal? Ah! Sim! Esse tempo, expresso no futuro do pretérito do modo indicativo, tem a finalidade de deixar suave a mensagem que você expressou, demonstrando o quanto é educado (a). Já pensou o quanto seria desagradável se o discurso tivesse aquele tom mandão? Ou seja: Venha depressa, já, auxiliar-me na pesquisa.
Saiba que outra forma de gentilmente fazer um pedido é utilizar o verbo querer, conjugado no presente do modo subjuntivo, pois em vez de expressar uma ordem, indica um desejo, uma vontade de que algo possa se realizar. Vamos ver o exemplo acima, reestruturado?
Queira me auxiliar na pesquisa, pois estou com dificuldade.
Na oralidade é claro que você já as conhecia, mas agora, na escrita, já se tornou craque no assunto, não é verdade?

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
FONTE: BLOG ESCOLA KIDS

sábado, 12 de novembro de 2011

USO DO HÍFEN



Sabemos que a nova reforma ortográfica começou a vigorar desde o dia 1º de janeiro de janeiro de 2009. Com ela, várias mudanças chegaram e tornaram um pouco diferente o modo de grafarmos determinadas palavras. Mas acredite: o modo como as pronunciamos continuou sendo o mesmo. Lembra-se de algumas palavrinhas, tais como: “cinquenta, linguiça”, entre outras? Pois bem, somente o trema não existe mais, mas continuam sendo pronunciadas da mesma forma.
Neste nosso encontro vamos falar um pouquinho sobre o hífen – este tracinho bastante conhecido e que recebeu diversas transformações. Quer então conhecê-las, a fim de se adequar o quanto antes às novas regras? Dessa forma, para que você não fique tão desanimado (a), vamos procurar aprender de uma forma bem divertida, sim?
Ora, você não precisa ser um super-herói ou uma super-heroína para aprender tudo rapidinho. Viu só? Super-herói é uma palavra que possui um prefixo e outra palavra que o segue iniciada por “h”. Além dela existem outras, tais como: Super-homem, mini-hotel, anti-higiênico, anti-herói, sobre-humano, entre outras.
Você já pensou em se tornar um (a) bom (a) motorista? Espere aí, para isso terá de se matricular em uma autoescola. Ei! Autoescola agora se escreve junto? Sim, todas as palavras nas quais o prefixo terminar em vogal (auto) e a segunda palavra iniciar com uma vogal diferente (escola), elas ficarão juntinhas. Perceba como antes eram grafadas e como ficaram agora:


AntesAgora
Auto-aprendizagemAutoaprendizagem
Auto-estimaAutoestima
Semi-abertoSemiaberto
Semi-analfabetoSemianalfabeto
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A propósito, você gosta de pipoca de micro-ondas? Pois bem, vamos prepará-la no micro-ondas, grafado com hífen, é claro. Depois da nova reforma ortográfica, as palavras nas quais o prefixo terminar com uma vogal (micro) e a segunda palavrinha iniciar com a mesma vogal (ondas) não poderão permanecer mais juntas. Vamos ver mais uns exemplos? 

AntesAgora
AntiinflamatórioAnti-inflamatório
MicroônibusMicro-ônibus
MicroorganismoMicro-organismo

Mas atenção: 
* Essa regra não é aplicável aos prefixos “-co”, “-pro” e “-re”, como é o caso de:
coordenar – coobrigar, reeditar, cooperação, etc.
Sendo assim, procure cooperar com nossa querida língua portuguesa, aprendendo tudo direitinho.
Sabe aquele esconderijo ultrassecreto? Parece que você estranhou a presença dos dois “ss”, não é verdade? Sim, ultrassecreto e as demais palavras em que a segunda delas se inicia com “r” ou “s”, têm essas duas consoantes duplicadas e elas permanecem juntinhas, juntinhas. Vamos ver alguns exemplos?

AntesAgora
Ante-salaAntessala
Anti-socialAntissocial
Anti-racismoAntirracismo
Auto-retratoAutorretrato

Não precisamos ficar voando, que nem o bem-te-vi, achando tudo isso muito difícil, ok? Ah! É claro que você percebeu que bem-te-vi possui o hífen, não é verdade? Sim, ele permanece em todas as palavras compostas que nomeiam animais, plantas, frutos, flores, raízes e sementes. Vamos conhecer algumas?
O hífen foi um dos elementos que mais apresentou variações no Novo Acordo Ortográfico
O hífen foi um dos elementos que mais apresentou variações no Novo Acordo Ortográfico

couve-flor – erva-doce – pimenta-do-reino – mico-leão-dourado, cravo-da-índia, etc.
Alguma vez você já saltou de paraquedas? E como essa palavrinha era escrita você também se lembra? Pois bem, longe de ser mandona, mas gostaria que você se lembrasse de que mandachuva e paraquedas mandaram o hífen dar um passeiozinho.
Antes elas eram grafadas assim: manda-chuva e pára-quedas.
Você se considera um superamigo? Então mostre que é um superamigo de nosso idioma aprendendo que as palavras nas quais o primeiro elemento (super) termina com consoante e a segunda palavra inicia com uma consoante diferente ou com uma vogal (amigo), nada de usar o hífen, entendeu? Vamos ver algumas palavrinhas:
superamigo – superinteressante – hiperacidez – hipermercado – interestadual – subemprego – superpopulação, etc.
Tudo que aprendemos até aqui faz com que você se sinta um recém-aprendiz de tantas regras, concorda? Assim sendo, palavras com os seguintes prefixos: recém, além, aquém, ex, pós, pré ou vice são grafadas com hífen, por isso vejamos algumas delas:
ex-aluno – pós-graduação – vice-diretor – pré-histórico – recém-nascido – além-mar – aquém-mar...
Você conhece a palavra tupi-guarani, certo? Pois bem, saiba que todas aquelas que nas quais o prefixo é originário dessa língua (tupi-guarani) são grafadas com hífen. Vamos constatar alguns exemplos?
capim-açu – amoré-guaçu – cajá-mirim – jacaré-açu, entre outras.
Aqui vai uma perguntinha: você se mostra um super-romântico nas suas conquistas? Se sim, saiba que super-romântico e as demais palavras nas quais o prefixo termina com uma consoante e a segunda palavra inicia com uma consoante igual permanecem grafadas com o hífen. Então não fique super-resistente a este aprendizado e confira alguns exemplos:
super-requintado – super-racista – sub-bibliotecário – inter-regional...
Sabe quando, às vezes, acordamos com aquele mau humor? Com certeza haverá alguém que nos chame de mal-humorado, não é verdade? Ora, não ligue, fale para esta pessoa que você está por dentro das novas regras, pois nos casos em que o advérbio de modo “mal” estiver presente e a palavra depois dele iniciar com vogal ou com o “h”, as palavras serão grafadas com o hífen. Entre elas podemos destacar:
mal-educado – mal-humorado – mal-habitado – mal-escovado...
Agora, preste atenção a um detalhe importante: por que maldormido e malvestido não são grafados com o hífen? Simplesmente porque o segundo elemento inicia com outra consoante, e não com o “h”, ok?
Se você é de Porto Alegre, você é um... Claro que você acertou, pois você é um porto-alegrense. Assim como todas aquelas pessoas:
belo-horizontinas – rio-grandenses-do-norte, entre outras.
Este exemplo foi somente para você perceber que nas palavras compostas derivadas de nomes próprios e de lugares o hífen sempre estará presente.
Percebeu como não foi assim tão complicado? Sim, agora você já está por dentro das novas mudanças, pronto (a) para utilizá-las sempre que necessário for.

FONTE: ESCOLA KIDS



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Como produzir um bom texto


A ESCRITA É ALGO QUE EXIGE DOMÍNIO

Muitas pessoas sentem dificuldades ao escrever um texto, pois toda escrita exige certos detalhes que sempre devemos estar atentos.

Mas esta dificuldade não existe, pois no momento em que vamos descobrindo os passos corretos para a produção textual, chegamos à conclusão de que esta é uma tarefa bem simples.

Antes de tudo, é preciso entendermos que um texto jamais poderá ser um amontoado de palavras, escritas sem organização e sem sentido. Tudo que planejamos escrever precisa ser colocado antes em um rascunho, onde as ideias serão reunidas, para depois serem transportadas para o papel.

É muito importante conhecermos sobre o assunto do qual iremos escrever, pois caso contrário, não teremos ideias suficientes para atingirmos um bom resultado. Essa nossa capacidade de desenvolver bem as ideias vai aumentando com o passar do tempo, de acordo com nossa leitura constante, com a troca de experiências, como por exemplo, o diálogo com pessoas estudiosas, entre outros.

Outro detalhe é a pontuação. Você se lembra dos parágrafos, das vírgulas, da ortografia correta das palavras? Esses são elementos essenciais. Mas não se preocupe! Algumas dicas lhe ajudarão a se tornar um bom escritor:

Os parágrafos servem para evitar que as ideias fiquem desordenadas.

No caso de textos com diálogos entre personagens, devemos “acordar” nossa criatividade e imaginação e dar atenção especial aos seguintes sinais de pontuação:

O travessão (-) – marca a mudança de fala dos personagens.
Os dois pontos (:) – servem para indicar o momento em que um personagem irá falar.
O ponto de interrogação (?) – indica uma pergunta
O ponto de exclamação (!) – revela algum sentimento vivido pelos personagens.

Aquilo que você pretende dizer precisa estar claro para que o leitor possa compreender sua mensagem, neste caso está incluso a questão da ortografia. Ela deverá ser legível em todas as ocasiões.

E para não esquecer, é necessário que o texto contenha: começo, meio e fim. 

Fonte: Escola Kids